Disaster Recovery como ferramenta contra Ransomware

Um esquema de proteção contra ransomware é uma prática que toda organização deve adotar.

Decifrando os riscos do Ransomware

Longe de ser um vírus ou um ataque previsível, o ransomware é um tipo de malware (código malicioso) e seu principal objetivo é criptografar arquivos para deixá-los inacessíveis. Com ele, não só os dados são perdidos, mas os computadores ficam inoperáveis.

Para readquirir os dados infectados, a vítima precisa pagar um alto valor em bitcoin (criptomoeda). O prejuízo pós invasão pode variar, dependendo do tipo de informação violada e, em muitos casos, o pagamento não garante o retorno integral dos dados sequestrados.

Felizmente, hoje já existem tecnologias cibernéticas atuando em regime de veto e prontidão, contra ransomware e outros tipos de malware. O DR (Disaster Recovery) é um dos principais métodos para proteger empresas contra ciberataques, desastres e outros riscos.

A eficiência do DR contra Ransomware

Como vimos, ransomware é um “sequestrador digital” capaz de danificar sistemas inteiros e não apenas algumas estações de trabalho. Para lidar com essa mecânica mal-intencionada e acelerada, o DR elabora protocolos de segurança baseado em backups investigativos. Depois de coletar dados de conexão, compartilhamento e armazenamento, ele atua no primeiro sinal de ameaça: seja ela ocasionada por alguma vulnerabilidade ou comportamento operacional inadequado.

Quando o DR realiza vistoria em sistemas e históricos, ele gera um conjunto de diagnósticos e examina cada atividade presente na rede. Após esse detalhamento podemos visualizar o índice de comprometimento.

O DR atua em prontidão contra Ransomware

A implantação do DR arquiteta um grupo de agentes técnicos, preparados para analisar links suspeitos, vetar aplicativos não licenciados, bloquear acessos incomuns e recuperar dados ou sistemas violados.

A recuperação que o DR promove, seja em estações de serviços ou aparelhos simultâneos, protege a organização de múltiplos impactos e detecta um potencial de ransomware antes mesmo dele infectar amplamente os arquivos.

Na ocorrência de desastres, ransomware e outras ameaças, o DR aciona seu protocolo de segurança para atuar em pontos específicos ou em toda estação prejudicada. Sua tática é direcionada aos itens afetados, priorizando corrigir dispositivos, tratar dados adulterados e recuperar por inteiro sistemas afetados.

Recuperação e Prevenção com DR

A recuperação praticada pela tecnologia de DR é de baixo custo, ajustada e mais rápida. Em situações de acidentes, invasões ou erros, ela opera executando medidas prévias de bloqueio, correção e extração. Além de reconstituir os sistemas e restaurar a integridade dos dados, o DR estipula padrões de proteção contra estruturas convencionais de ransomware.

Com a fragmentação estratégica do DR em backups replicados, é possível assegurar informações em ambiente físico, nuvem e multiplataforma. A ideia aqui, é supervisionar sistemas enquanto dados sensíveis são devidamente armazenados, codificados e protegidos.

Uma estrutura operacional segura é provida de condições técnicas contra riscos conhecidos ou inesperados. Mas recuperar é tão importante quanto prevenir e corrigir. Um sistema devastado ou corrompido, é circunstância que afeta dados, mas prejudica diretamente empresa e cliente.

O DR desempenha seu protocolo possibilitando uma recuperação ágil e ampla, evitando a propagação de danos e reativando sistemas. A proteção que o DR promove, vai de reforço operacional até capacitação de serviços através de tecnologia cibernética. Desse modo, o ambiente digital pode ser produtivo, dinâmico, eficiente e seguro.

A utilização do Disaster Recovery na proteção de negócios

Mesmo não sendo o ideal, falhas e vulnerabilidades são problemas comuns em muitas corporações. Além disso, existem fatores inesperados como desastres naturais, ataques cibernéticos e violação de dados, que colocam em risco a integridade dos serviços.

É habitual que erros provocados por sistema obsoleto, manutenção interna ineficiente ou infraestrutura de rede mal construída, abram espaço para que danos prejudiquem o serviço e afete o cliente.

A busca por uma solução que saiba evitar os impactos negativos de falhas técnicas, erros humanos e catástrofes naturais, resultou na criação do Disaster Recovery, ou DR, um recurso de recuperação de desastres.

Como o DR funciona?

O DR é baseado em um plano de recuperação, que consiste em elaborar um protocolo técnico, no qual são listados procedimentos e estratégias para reparar estragos e proteger o operacional de múltiplos impactos. O Disaster Recovery fica em módulo de prontidão e atua na ocorrência de desastres ou falhas.

O Disaster Recovery opera com base em três etapas:

1- Gestão de Crise: estuda e estipula as primeiras ações necessárias para solucionar o problema e evitar impactos aos processos;

2- Manutenção da Continuidade Operacional: realiza as rotinas técnicas estipuladas na primeira etapa e assegura o funcionamento contínuo dos processos;

3- Recuperação de Serviços: Atua com foco nos itens afetados, corrigindo dispositivos, reparando o funcionamento dos sistemas e tratando os dados corrompidos.

Com o objetivo de evitar que acidentes internos ou externos afetem sistemas e processos, o Disaster Recovery é prático, minucioso e preza por respostas imediatas para promover uma recuperação rápida. Seu trabalho metódico e analítico é focalizado em livrar o operacional dos conflitos que um desastre pode provocar.

Utilizando o DR é possível elevar o desempenho das operações, esquematizar melhor as diretrizes de segurança e possibilita uma governança bem aplicada ao contexto geral dos processos.

Outro benefício dessa solução é a elevação do índice de produtividade, visto que processos assertivos geram mais eficiência e alcançam melhores resultados.

Ainda que haja um forte investimento em segurança da informação, é indicado pensar o operacional amplamente e se preocupar com necessidades específicas de cada etapa do processo.

O DR tem como alvo analisar de perto o passo a passo dos serviços, ferramentas e sistemas, interagindo com outras plataformas e executando programações de prevenção com auxílio de servidores.

A empresa que não é equipada com recursos de DR, perde a capacidade de desenvolver uma interação contínua entre sistemas, processos e medidas preventivas contra todo tipo de desastres ou infrações.

A prática do Disaster Recovery não se resume ao ato de prevenir danos, mas opera viabilizando correções rápidas assim que o inesperado acontece.

Saber lidar com o inesperado é tão necessário quanto se equipar de tecnologias para passar pelo previsível. Se existe a possibilidade do erro ou do acidente, mais cedo ou mais eles acontecem.

Nesse contexto é indispensável conhecer as ameaças, aprimorar os sistemas através do uso de novas tecnologias e se cercar de servidores preparados para executar os planos de recuperação diante de um desastre no operacional.

Criar uma rotina segura não é ocultar os riscos, mas é identificar cada um deles e aplicar métodos capazes de preveni-los ou eliminá-los. O DR é uma solução eficaz em qualquer cenário de ameaça, seja ela já conhecida ou inesperada.