Nuvem Distribuída traz avanços para a cloud computing

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Atualmente, muitas empresas hesitam em fazer uma migração total de sua infraestrutura para o modelo de nuvem pública, preferindo manter parte da arquitetura, controle e operação na nuvem híbrida. Porém, desse modo, elas não conseguem aproveitar todos os recursos que o provedor de nuvem pública oferece.

A nuvem distribuída, a próxima geração da computação em cloud, distribui os serviços de nuvem pública para diferentes locais físicos. Desse modo, ela preserva todas as vantagens da computação e, em simultâneo, amplia o alcance e as aplicações dessa tecnologia, trazendo melhorias no desempenho e reduzindo riscos de falhas e interrupções no serviço.

Neste artigo, vamos explicar como a nuvem distribuída funciona e quais são as suas vantagens em relação à nuvem pública, híbrida e privada.

O que é nuvem distribuída

A computação em nuvem distribuída é o primeiro modelo de que incorpora a localização física dos serviços fornecidos pela cloud como parte de sua definição. Até então, esta informação não era relevante para as definições de computação em nuvem. Na verdade, a localização foi explicitamente abstraída desse serviço, o que originalmente inspirou o termo “computação em nuvem”.

Já há algum tempo, os provedores de nuvem pública oferecem suporte a várias zonas e regiões, distribuindo os serviços para diferentes locais físicos. Na nuvem híbrida, uma parte da nuvem é arquitetada, controlada e operada pelo cliente e a outra pelo provedor de nuvem pública. Nesse caso, o cliente mantém a responsabilidade por sua parte da operação, mas não pode aproveitar os recursos do provedor de nuvem pública.

A nuvem distribuída amplia as possibilidades de uso da nuvem, pois possui três origens:  pública, híbrida e computação de borda (edge computing). Desse modo, ela traz uma mudança significativa para o modelo virtualmente centralizado da maioria dos serviços de nuvem pública, ampliando o seu alcance e as suas possibilidades de aplicação.

De acordo com o Gartner, que nomeou a tecnologia como uma das principais tendências tecnológicas para 2021, a “distributed cloud” é a distribuição de serviços de nuvem pública para diferentes locais físicos, enquanto a operação, governança, atualizações e evolução dos serviços permanecem sob a responsabilidade do provedor de nuvem pública de origem.

Embora a nuvem distribuída tenha algumas semelhanças com a computação de borda (edge computing), nem todas as instâncias de computação de borda são distribuídas em nuvem. Isso ocorre porque muitos usos de borda envolvem um provedor de nuvem pública que gerencia a evolução e o controle contínuo do ambiente resultante. Desse modo, as empresas podem direcionar os usos e aplicações de nuvem para vários locais, aumentando a consistência e o desempenho de seus serviços.

Vantagens da nuvem distribuída

Na nuvem distribuída, os serviços de provedores de nuvem pública são espalhados para locais físicos específicos e variados. As operações ocorrem em locais físicos mais próximos daqueles que precisam desses recursos, permitindo uma computação de baixa latência. Isso também garante um plano de controle consistente para administrar a infraestrutura da nuvem pública para a privada e estendê-la de modo consistente em ambos os ambientes.

A nuvem distribuída cria subestações estrategicamente posicionadas de computação em nuvem, armazenamento e rede que podem atuar como zonas de pseudo-disponibilidade de nuvem compartilhada. Como as subestações de nuvem distribuída são de responsabilidade do provedor de nuvem pública de origem, as principais propostas de produtividade, inovação e suporte características permanecem intactas.

Segundo o Gartner, até 2024, a maioria das plataformas de serviço em nuvem fornecerá pelo menos alguns serviços de nuvem distribuída, que serão executados no ponto de necessidade. Juntos, esses recursos fornecem grandes melhorias no desempenho, devido à eliminação de problemas de latência, bem como à redução do risco de interrupções relacionadas à rede global ou a ineficiências do plano de controle.

Além disso, a nuvem distribuída traz outras vantagens:

  • Permite que as máquinas se comuniquem entre si e mantenham seus componentes sincronizados, melhorando assim a experiência dos usuários;
  • Menor risco de falha de rede, porque os serviços em nuvem podem residir em sub-redes locais ou semilocais, permitindo que operem de forma intermitente e sem amarras;
  • Múltiplos sistemas operam em conjunto para resolver um único problema, permitindo que cada parte seja direcionada para um computador diferente;
  • Maior conformidade com os requisitos regulamentares de que os dados devem estar em um local específico do cliente;
  • Aumento significativo no número e na disponibilidade de locais onde os serviços em nuvem podem ser hospedados ou a partir do qual podem ser consumidos.

Modernize as suas aplicações com o uso de containers

Portanto, a nuvem de próxima geração funcionará com base no pressuposto de que as subestações de nuvem estão em todos os lugares – assim como os pontos de acesso de Wi-Fi. Esses recursos beneficiarão principalmente as empresas que buscam novas oportunidades de alcançar clientes em ambientes dispersos ou que precisam de serviços locais específicos com latência reduzida.

Porém, atualmente, muitas aplicações corporativas importantes ainda são legadas e não foram criadas para a era digital. Com as soluções das plataformas de containers e DevOps, é possível migrar e transformar aplicações legadas para os novos sistemas de nuvem, favorecendo assim a migração e a modernização das aplicações.

Os containers fornecem um modelo operacional comum entre ambientes de tecnologia e garantem portabilidade real em diferentes infraestruturas e cenários. Com esses recursos, é possível fornecer cada função separada no próprio container e escalar todas elas de forma independente. Desse modo, as funções são migradas uma de cada vez, garantindo que cada uma delas sejam executadas corretamente antes da migração.

Portanto, com a plataforma de containers, é possível atualizar a sua infraestrutura e torná-la mais produtiva, favorecendo assim a transformação digital e a agilidade dos negócios.

 

Saiba mais sobre como os containers podem ajudar a modernizar as suas aplicações.

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A revolução do Kubernetes e a tecnologia de containers

Kubernetes é uma plataforma open source que automatiza as operações dos containers. Ela é capaz de eliminar grande parte dos processos manuais necessários para implantar e escalar as aplicações em containers.

Neste artigo, vamos explicar o que é o Kubernetes, como ele foi desenvolvido, quais são as suas aplicações e vantagens e mostrar como ele facilita a orquestração e o gerenciamento dos containers.

O que é o Kubernetes e como ele funciona

O Kubernetes é um projeto open source independente que funciona como uma ferramenta eficaz para o gerenciamento de containers. Ele foi desenvolvido para tornar os softwares mais escaláveis e altamente disponíveis, utilizando padrões previsíveis sobre as necessidades de desenvolvimento e de recursos.

Originalmente, o Kubernetes foi criado pelos engenheiros do Google, que foi um dos pioneiros no desenvolvimento da tecnologia de containers Linux. Inclusive, toda a tecnologia do Google é executada em containers. A empresa gera mais de dois bilhões de implantações de containers por semana.

Essas implementações são viabilizadas por uma plataforma interna, o Borg, um antecessor do Kubernetes. As lições aprendidas ao longo dos anos de desenvolvimento dessa plataforma possibilitaram o desenvolvimento da tecnologia do Kubernetes. Em 2015, o Google doou o projeto Kubernetes à Cloud Native Computing Foundation, recém-formada na época.

A partir de então, essa tecnologia passou a ser utilizada em ampla escala. Segundo umapesquisada Cloud Native Computing Foundation (CNCF), realizada em 2019, 84% dos entrevistados de TI corporativo disseram que executam contêineres em sua produção, e a grande maioria deles (78%) utiliza o Kubernetes como o sistema de orquestração.

Entenda o vínculo do Kubernetes com os containers

As aplicações de produção abrangem múltiplos containers, que devem ser implantados em vários hosts do servidor. Além disso, a segurança dos containers tem várias camadas e pode se tornar complexa. O Kubernetes foi desenvolvido justamente para facilitar a orquestração e gerenciamento dos containers e possibilitar a implantação de containers em escala para essas cargas de trabalho.

Além disso, os padrões de configuração do Kubernetes ajudam a personalizar e adaptar as aplicações com configurações externas para diferentes ambientes de desenvolvimento, integração e produção. Você também deve integrar o Kubernetes com os serviços de rede, armazenamento, segurança, telemetria e outros para oferecer uma infraestrutura de containers global.

Kubernetes é também a plataforma ideal para hospedar aplicações nativas em nuvem que exigem escalabilidade rápida. Para quem deseja agrupar os hosts executados nos containers Linux em clusters, o Kubernetes ajuda a gerenciar esses clusters com facilidade e eficiência. E os mesmos podem incluir hosts em nuvem pública, privada ou híbrida.

Conheça os principais benefícios do Kubernetes

Com a orquestração do Kubernetes, você pode:

  • Criar serviços de aplicações que abrangem múltiplos containers e escrever aplicações nativas em nuvem;
  • Mudar os recursos de um container, o número desejado de réplicas para um serviço ou o número de nós no cluster.
  • Programar o uso de containers no cluster, escalá-los e gerenciar a integridade deles com o passar do tempo;
  • Monitorar eventos relativos à carga externa e capacidade, analisar o estado do container e escalar de acordo com o desempenho desejado;
  • Ter acesso a ferramentas e uma biblioteca de interfaces de programação de aplicações (APIs);
  • Tomar medidas reais para aprimorar a segurança da TI.

Veja as vantagens de usar uma plataforma de desenvolvimento

Ainda que o Kubernetes seja capaz de fazer muitas coisas, o usuário ainda precisa tomar a maioria das decisões. Por isso, ele precisa ter uma