DIGITAL LABOR: O Futuro da Força de Trabalho

[vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Historicamente, as Revoluções Industriais ocorreram a partir da descoberta de novas tecnologias e das maneiras criativas com que são empregadas. Na era da informação, as inovações surgem a todo momento, o que significa que uma nova revolução está chegando.

O conceito de Indústria 4.0 tem, entre diversas inovações, um grande responsável, o “trabalho digital”. Resumidamente, esse conceito é um trabalho que é feito de maneira manual poder ser executado da mesma maneira automatizado, se beneficiando dos avanços da inteligência artificial, a redução de custos com processamento e o crescimento exponencial de dados – a chamada Big Data.

As tecnologias estão avançando a cada dia trazendo ainda mais inovações. Atualmente o RPA, ou Robot Process Automatization, é uma dos mais comentados recursos para as empresas e é o principal início para a jornada rumo ao Digital Labor, juntamente ao BPM – o Business Process Management (entenda a diferença entre os dois). O RPA faz automaticamente as funções recorrentes, operacionais e por vezes não tão importantes, embora fundamentais, permitindo que os funcionários foquem em atividades mais sofisticadas, que requerem análise e julgamento. Esse tipo de solução é o ideal para empresas grandes que tem um alto número de funcionários trabalhando em funções manuais e frequentes.

 

Os benefícios do Digital Labor

Com tecnologias como RPA e outras formas de automatização, as empresas conseguem reduzir diversos custos e erros, e aumentar a produtividade. Os bots – ou software robôs – não precisam parar para descansar e nem cometem erros por falta de atenção ou pelo próprio cansaço. O uso destas ferramentas, ainda, cria novas oportunidades para que os trabalhadores possam atuar de maneira mais decisória e intelectual, aprimorando seu valor de mercado.

O monitoramento também é mais fácil de ser feito, e pode até mesmo ser automatizado. Os dados como o resultado de uma ação, por exemplo, podem depois ser interpretados para aumentar a capacidade de um certo departamento.

Entre outros benefícios, podemos citar a escalabilidade destas ferramentas, sua consistência e previsibilidade, qualidade aprimorada, sua facilidade de auditar os processos através de software e, inclusive, maior satisfação de funcionários, como veremos no próximo tópico.

O próximo passo da robotização das tarefas se dará graças a soluções de aprendizado computacional mais poderosas, como a computação cognitiva, que permite que o software não somente entenda a interação, mas a linguagem natural usada pelos usuários, aprendendo a cada momento, sem a necessidade de programação. Conforme estas tecnologias evoluem, o cenário do Digital Labor se transforma trazendo ainda mais benefícios e criando influências positivas nas empresas, com novos recursos realmente inovadores.

 

O impacto nas equipes de trabalho

Muito se discute sobre a influência do digital sobre a classe trabalhadora e a extinção de empregos, medos que foram compartilhados em outras revoluções industriais e que sempre se mostraram infundados. A evolução é natural ao ser humano assim como a busca por mais eficiência nas empresas, e a história nos mostra como a influência da tecnologia mudou sim a forma de trabalhar, mas de maneira positiva.

A mudança nas funções dos funcionários é uma grande dúvida que é enfrentada pelos CEOs das mais diversas empresas. Entre eles, a conclusão é praticamente a mesma, o digital labor deve diminuir os trabalhos menos qualificados e será cada vez mais importante investir em funcionários com habilidades para lidar e complementar a tecnologia. O funcionário não irá mais coletar e produzir dados.

Ele irá analisá-los e interpretá-los para achar melhores soluções.

Isso significa que os funcionários podem talvez perder as funções mais mecânicas e operacionais, mas a implementação do digital labor apresenta diversas novas oportunidades.

O trabalho pode ser reimaginado. Liberando os funcionários de cargos específicos, focando mais nas tarefas que precisam ser cumpridas. A força de trabalho pode se focar em novas atividades que complementam as máquinas e que exigem habilidades específicas ou dar mais importância ainda a tarefas essenciais.

Por exemplo, a personalização e o atendimento ao cliente, que são fundamentais hoje, podem ser um foco e um diferencial competitivo ainda mais forte no futuro. Com o digital labor cuidando de funções básicas, o funcionário pode ter mais liberdade para elaborar soluções criativas para cada cliente.

Com isso, os funcionários se sentem mais úteis e motivados, pois entendem o impacto de seu trabalho nos negócios da empresa.

 

O papel do CIO no Digital Labor

No atual cenário tecnológico, os CIOs já desempenham funções que vão muito além do líder funcional de Tecnologia da Informação. Hoje eles precisam pensar ainda mais estrategicamente para alavancar avanços na automatização e inovação da empresa, trazendo benefícios claros ao negócio como todo.

Por isso, eles precisam compreender como manter suas organizações relevantes durante estas inovações, pois as tecnologias trazem uma grande mudança de mercado e as empresas que não estiverem atentas a isto podem ficar para trás. É importante que eles percebam a abrangência deste cenário e a melhor forma de aproveitá-lo.

É importante, também, que estejam atentos ao avanço constante destas tecnologias e aos novos benefícios que podem trazer. Hoje estudos mostram que o ROI com o investimento em tecnologias de automatização é entre 600% a 800%.

A tecnologia não existe apenas para o setor de TI resolver problemas. Ela é uma ferramenta e uma força que pode impulsionar o negócio para a frente, com muito mais velocidade. Ela vai produzir muito mais dados que os funcionários irão ter a liberdade para analisar e interpretar. Diversas empresas já aproveitam os benefícios do digital labor hoje. Por isso, tem uma grande vantagem competitiva.

Este assunto é, portanto, não uma opção, mas uma obrigação das empresas para se manterem líderes de seus mercados. A forma de trabalho de backoffice com certeza mudará e provavelmente impactará a forma da organização fazer negócios.

Como a maioria das evoluções tecnológicas isso deve acontecer em ondas, mas pode ser que aconteça muito rapidamente um progresso que provavelmente irá surpeendê-lo. Portanto, esteja preparado e atualizado com as inovações disruptivas do Digital Labor, estando em vantagem em relação a seus concorrentes, obtendo os benefícios que a tecnologia irá trazer nesta nova revolução industrial.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_btn title=”Baixe o Ebook: Automação de processos com software robô” color=”sandy-brown” size=”lg” i_icon_fontawesome=”fa fa-arrow-down” css_animation=”bounceIn” add_icon=”true” link=”url:https%3A%2F%2Fmateriais.certsys.com.br%2Frobotize-atividades-humanas-rpa-certsys|||”][/vc_column][/vc_row]

Edge Computing – a evolução da nuvem

[vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O uso massivo das tecnologias da informação em conjunto com a internet tem gerado uma grande quantidade de dados que crescem exponencialmente.

Nas empresas, por exemplo, há um elevado volume de dados produzidos diariamente tanto para alimentar sistemas quanto para realizar comunicações entre os usuários e, também, entre as máquinas e equipamentos.

Essa dinâmica faz parte da Internet das Coisas — IoT, caracterizada pela conexão de diferentes dispositivos com capacidade de comunicação entre si e entre os usuários em tempo real. Essa dinâmica tem se utilizado da cloud computing (computação em nuvem) para armazenar os dados com a possibilidade de acessá-los utilizando qualquer dispositivo conectado à internet. Conheça os diferentes tipos de nuvem.

Sem dúvidas, a nuvem tornou tudo mais fácil, flexível e sustentável. Mas, por outro lado, essa estrutura não foi construída para uma grande quantidade de dados e o fluxo constante demandado pela IoT. Isso desencadeou atrasos na comunicação e problemas com a capacidade de transmissão.

Esses problemas deixam o ambiente exposto à falhas potencialmente perigosas para a segurança dos dados e informações, ainda mais para as empresas que dependem de informações importantes e sigilosas trafegando na sua rede.

 

Edge Computing como Solução

Edge Computing não vem para substituir a nuvem, que continuará com a mesma importância, porém, deixará de monopolizar todas as funções. Através da arquitetura de rede, os dados serão recolhidos e enviados para um gateway — equipamento intermediário — e depois encaminhados para a nuvem.

A ideia da Edge Computing, de fazer com que os dados obtidos através da rede IoT sejam processados próximos dos locais de origem, conseguirá solucionar alguns impasses apresentados anteriormente.

O primeiro deles é em relação à latência e largura da banda: ao descentralizar o processamento e armazenamento dos dados os deixando perto da localidade, a edge computing fará com que o tráfego na nuvem seja diminuído tornando o tempo de resposta mais rápido.

O outro desafio minimizado é a falta de segurança: como a maioria dos dados ficará em um gateway, a partir da edge computing eles se tornarão mais seguros e menos vulneráveis a ataques. Consequentemente uma menor quantidade de dados na nuvem tornará mais fácil a criptografia destes.

Apesar dessa tecnologia se basear em modelos tradicionais, na lógica da edge computing, o afastamento da nuvem e a reaproximação da computação para as extremidades são essenciais à IoT.

Nesse contexto a fog computing (computação em névoa) ganhará destaque ao ser uma extensão da nuvem e incluir a edge computing. É através da névoa, em camadas de acesso da rede, que serão compartilhados os recursos e os serviços de armazenamento, processamento, controle e comunicação mais próximo dos dispositivos.

A vantagem da computação em névoa é que ela ainda está dentro do sistema da nuvem, mas estende sua capacidade para as bordas trazendo mais para perto da origem dos dados.

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