Como a nuvem híbrida pode ajudar a melhorar a sua infraestrutura de TI

Na jornada em direção à nuvem, fatores como segurança, custo e flexibilidade estão no topo das prioridades. Para aproveitar as oportunidades, as empresas devem ter uma infraestrutura de TI que seja segura, mas aberta, alinhada às necessidades atuais, bem como capaz de escalar para acompanhar as mudanças.

Independentemente do ponto em que você esteja na jornada à nuvem, é importante, quando possível, manter os investimentos na sua infraestrutura local. Afinal, uma pesquisa realizada pela IBM demonstra que as empresas obtêm 2,5 vezes o valor comercial da nuvem híbrida em comparação com uma abordagem de nuvem pública, apenas.

Uma estratégia de nuvem híbrida permite tirar o máximo proveito do que cada ambiente tem a oferecer, seja ele local ou em nuvem. Neste artigo, vamos apresentar alguns desafios que as empresas enfrentam para migrar à nuvem, destacar a importância da infraestrutura local e mostrar os benefícios de um ambiente híbrido e multicloud.

Como escolher o melhor ambiente para a sua empresa?

A questão hoje em dia não é mais se uma empresa deve ou não usar a nuvem, mas qual o ambiente que melhor se adequa para resolver cada tipo de problema. Ao adotar uma abordagem híbrida, você deixa de questionar se vai “usar ou não usar a nuvem”. Na verdade, você se pergunta “qual é o problema que estou tentando resolver?” e “qual ambiente e quais fluxos de trabalho da minha infraestrutura oferecerão a melhor solução?”.

Por exemplo, vamos supor que os workloads essenciais de sua empresa precisam de uma solução para recuperação de desastres. Porém, a sua infraestrutura não tem capacidade para manter localmente uma segunda cópia de todos esses dados. Nesse caso, a recuperação de desastres é um caso de uso para a nuvem pública. Os dados que residem no local podem ser colocados em camadas na nuvem para armazenamento de backup, com espelhamento quase em tempo real no ambiente local, para fins de consistência de dados. 

O mesmo pode acontecer com relação aos fluxos de trabalho de uma empresa. Porém, nesse caso, você precisará de um fluxo de trabalho híbrido. O software desenvolvido para ele deve oferecer, na nuvem pública, a mesma interface consistente de gerenciamento que você está acostumado a executar em seu ambiente local. Também deve ser oferecida uma visão holística de toda a sua infraestrutura de TI.

A importância da infraestrutura local na jornada rumo à nuvem

Um estudo de 2021, conduzido pela Forrester, constatou que a maioria das empresas pesquisadas adiou as atualizações de infraestrutura algumas vezes nos últimos 5 anos, priorizando outras iniciativas de TI em detrimento de investimentos no local. Após os adiamentos, metade dos tomadores de decisão de TI encontrou vulnerabilidades de segurança. Além disso, 44% deles relataram custos mais altos e 39% se depararam com restrições de compatibilidade.

Diante disso, nutrir o seu ambiente local é fundamental para uma estratégia sustentável de longo prazo para a jornada à nuvem. Uma estratégia de nuvem híbrida, que permita utilizar ambientes locais e em nuvem, pode ajudá-lo a respaldar as suas necessidades atuais de negócios e dimensionar sua infraestrutura para atender as suas metas futuras.

Existem três processos ou modelos de transição para aplicações e workloads de ambientes em nuvem:

Nascidos na nuvem: Aplicações e serviços nativos em nuvem que usam ferramentas e microsserviços de infraestrutura em nuvem para executar uma aplicação crítica.

Lift-and-shift: As aplicações originalmente desenvolvidas para execução local agora são portadas para execução em ambientes de nuvem. Embora a implementação em nuvem aconteça, você pode não ver o verdadeiro valor operacional e de escala dessa abordagem.

Refatoradas (modernizadas): Aplicações originalmente desenvolvidas para consumo local reescrito, usando arquiteturas de microsserviços em nuvem ou conteinerizadas. Sua aplicação pode não ter nascido na nuvem, mas funcionará como se tivesse!

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