DevOps e computação de borda

A computação de borda é uma arquitetura distribuída que move os aplicativos o mais próximo possível de onde as ações são executadas – e, essencialmente, onde os dados são criados. Ela aproxima as aplicações corporativas dos locais onde os dados são produzidos — por meio de dispositivos da Internet das Coisas (IoT) ou servidores de borda locais — e onde as ações precisam ser tomadas.

A computação em nuvem e a Internet das Coisas (IoT) elevaram o papel dos dispositivos de borda, exigindo mais inteligência, computação e serviços de IA na rede de ponta. Porém, quando pensamos em computação de borda, algumas questões vêm em mente: 

  • Existe alguma codificação a ser feita quando se trata de soluções de computação de ponta?
  • Como são os aplicativos de borda?
  • Existe um modelo de programação para aplicativos de borda?

Neste artigo, vamos explicar as soluções trazidas pela metodologia DevOps contribuem para codificar, testar, implantar e executar aplicativos na computação de borda.

Benefícios da computação de borda

A computação de borda tem uma conotação geográfica. Essa computação é feita na fonte dos dados ou perto dela, em vez de depender de nuvens “maiores” para fazer todo o trabalho. A computação de borda coloca os aplicativos corporativos mais perto de onde os dados são criados e onde as ações precisam ser tomadas. Esses dados são produzidos por bilhões de dispositivos equipados com sensores, e os sensores coletam dados e os enviam para análise.

Um dispositivo de ponta é uma peça de hardware que controla o fluxo de dados na fronteira entre duas redes. Esses dispositivos podem ser pequenos, como termostatos e campainhas inteligentes, câmeras domésticas ou câmeras de automóveis e óculos de realidade aumentada ou virtual. Os dispositivos também podem ser grandes, como robôs industriais, automóveis, edifícios inteligentes e plataformas de petróleo.

Não importa o tamanho, os dispositivos são equipados com diferentes tipos de sensores: sensores que acionam atuadores, sensores que capturam e enviam informações por meio de feeds de áudio e vídeo e sensores que retransmitem dados brutos que requerem análise e ação imediata. 

Em comparação com os dispositivos IoT, os dispositivos de computação de borda abrangem uma ampla gama de tipos e funções de dispositivos. A computação de borda analisa os dados na fonte do dispositivo. A nova tecnologia de rede celular 5G agora facilita muito dessa comunicação.

Aproveitando a capacidade computacional de dispositivos de borda, gateways e redes, hoje é possível manter os princípios de alocação dinâmica de recursos e entrega contínua, inerentes à computação em nuvem. 

Com a computação de borda, as empresas de hoje têm o potencial de virtualizar a nuvem além das quatro paredes do data center com maior velocidade e escala. Cargas de trabalho criadas na nuvem, incluindo algumas das formas mais modernas de IA e análise, agora podem ser migradas para a borda. Quando apropriado, os dados gerados na borda podem ser limpos e otimizados e trazidos de volta para a nuvem.

Do DevOps ao EdgeOps

A Internet e a nuvem mudaram radicalmente a maneira como construímos, distribuímos e consumimos software. Uma consequência significativa dessa mudança é o surgimento do DevOps, uma metodologia que reúne o desenvolvimento de software e as operações de infraestrutura.

O DevOps nasceu literalmente na nuvem, um ambiente onde recursos homogêneos estão disponíveis sob demanda em grande escala e de forma centralizada. A IoT e a computação de borda são literalmente o oposto: nesses ambientes, os recursos distribuídos e heterogêneos podem ser implantados em qualquer lugar em pequena escala e gerenciados de forma descentralizada. 

Daí a necessidade do surgimento do que chamamos de EdgeOps. Segundo o Gartner, “as organizações que embarcaram em uma jornada de negócios digitais perceberam que uma abordagem mais descentralizada é necessária para atender aos requisitos de infraestrutura de negócios digitais”.

O EdgeOps é uma adaptação da abordagem DevOps ao ambiente IoT / edge. Ele lida com os desafios da computação de borda, levando em consideração as características das soluções de computação de borda, e favorece abordagens de implantação personalizadas para o ambiente de ponta. 

DevOps facilita adoção de redes virtualizadas

A adoção de redes virtualizadas baseadas em nuvem deu início à necessidade de uma metodologia de desenvolvimento e operações contínuas (DevOps). 

A adoção de uma metodologia DevOps para operações de rede é crucial para a evolução futura da rede porque fornece um ambiente para a engenharia contínua (construção, integração, teste e gerenciamento) de novos serviços – sem mencionar as atualizações contínuas para os serviços existentes.