Hiperautomação e Setor bancário

O uso das novas tecnologias de hiperautomação mudou o comportamento do consumidor e a forma com que ele lida com os serviços bancários. 

A integração de RPA (automação de processos robóticos), Inteligência Artificial e outras tecnologias permite a implementação da automação em processos que, de outra forma, seriam difíceis de automatizar. A resolução de problemas também se torna mais fácil, com um conjunto mais amplo de tecnologias à disposição para construir uma solução de automação para potencializar processos.

Embora os bancos já estivessem se movendo em direção à hiperautomação, a pandemia da COVID-19 acelerou os seus esforços nesse sentido. De acordo com um relatório da Deloitte, a pandemia remodelou o setor bancário global, inaugurando um novo cenário competitivo e estimulando uma nova onda de inovação. Ainda segundo o documento, cerca de 42% dos entrevistados antecipam um maior investimento em tecnologias de Inteligência Artificial em suas empresas no próximo ano. 

Neste artigo, mostraremos como a hiperautomação desempenha um papel crucial nas mudanças que o setor bancário atravessa atualmente. 

Como a hiperautomação auxilia os bancos

O setor bancário tem um grande potencial para implementar a hiperautomação. Esse termo foi criado pelo Gartner em 2019 para se referir ao uso de tecnologias avançadas, como Aprendizado de Máquina e RPA, para automatizar tarefas manuais. 

A hiperautomação aumenta o escopo da automação, levando-a um passo adiante. Não se trata apenas da automação de processos repetitivos, baseados em regras, pois o foco agora está mais no trabalho do conhecimento e na busca por possibilitar experiências mais dinâmicas.

A força de trabalho digital pode validar e compilar informações de várias fontes, com muito mais precisão e rapidez do que os colaboradores humanos. Automatizar verificações de conformidade e validação de dados permite um processamento de reclamações muito mais rapidamente. Ainda assim, essas tecnologias não buscam substituir os trabalhadores humanos, mas envolvê-los no processo, de modo que a tecnologia e os humanos trabalhem juntos.

Algumas das áreas do setor bancário que podem se beneficiar desses recursos incluem os relatórios regulatórios, marketing, vendas e distribuição, serviços bancários, operações de pagamentos e empréstimos, operações de back-office, suporte empresarial, entre outras. Além disso, os bancos poderiam incorporar assistentes bancários baseados em inteligência artificial (IA) e experiências de realidade aumentada e realidade virtual baseadas em sensores.

Entenda como a tecnologia ajuda a alavancar as operações

Para que a hiperautomação tenha sucesso no setor bancário, as organizações precisam reconfigurar os seus processos para incorporar mais eficiência e agilidade nas tarefas e nas ferramentas utilizadas. O próprio conceito de trabalho precisa mudar, para que a força de trabalho possa se reinventar e renovar processos, com a integração de várias tecnologias ao cenário existente. 

Em primeiro lugar, habilitar a interoperabilidade é muito importante. As ferramentas e plataformas devem ser escalonáveis e capazes de funcionar em vários sistemas. Além disso, as ferramentas precisam conseguir se integrar ao cenário existente de TI e ao software da organização, sem que para isso se mostrem invasivas. 

A seguir, veremos como os recursos de hiperautomação podem ser usados no setor bancário. 

Operações de Back-Office

Grande parte do movimento de hiperautomação no setor bancário envolve processos voltados para o cliente. Ainda assim, as operações de back-office estão cheias de ineficiências e erros humanos, que afetam negativamente a experiência do cliente.

Um dos motivos pelos quais os bancos se esquivam de automatizar as operações de back-office é que o grande número de processos e o nível de complexidade podem ser opressores. Afinal, um banco de varejo médio tem entre 300 e 800 processos de back-office.

Ainda assim, o surgimento de soluções intuitivas e abrangentes, como plataformas de gerenciamento de processos de negócios (BPM) de baixo código, facilita muito para os bancos automatizar as suas operações de back-office.