IBM WebSphere: A sua empresa utiliza todo o potencial do DevOps?

A prática de DevOps teve origem centrada na tecnologia, em empresas nativas digitais. E essas práticas evoluíram conforme as arquiteturas e projetos organizacionais dessas empresas foram se redimensionando. Porém, a maioria das organizações empresariais ainda opera com arquiteturas legadas. Por isso, essas empresas agora precisam transformar pessoas, processos e tecnologias para alcançar todo o potencial dessa estratégia.

De qualquer modo, os objetivos de DevOps permanecem os mesmos, independentemente de que ele esteja sendo implementado por empresas tradicionais ou nativas digitais. Ambos os tipos de organização aspiram a implantar essa metodologia na produção com mais rapidez e frequência,  em ambientes estáveis e seguros, para que possam fornecer serviços inovadores e altamente disponíveis para os seus clientes.

Para avaliar se o DevOps está sendo bem utilizado pelas empresas para alcançar os objetivos de seus negócios, podem ser utilizadas métricas como o Developer Velocity Index (DVI). Essa métrica é composta por 46 fatores-chave que influenciam a DVI e está fortemente relacionado ao sucesso organizacional.

Neste artigo, vamos explicar a importância de transformar pessoas, processos e tecnologias para uma completa adoção do DevOps e indicar os caminhos para alcançar e avaliar esses resultados.

Métricas DVI ajudam a monitorar sucesso organizacional

Em abril de 2020, a consultoria McKinsey & Company, procurando encontrar caminhos tangíveis para avaliar como as principais métricas de negócios foram aprimoradas por meio da inovação no desenvolvimento de software, criou o conceito de Developer Velocity Index (DVI). A DVI é uma métrica que aponta os fatores mais críticos relacionados à tecnologia, práticas de trabalho e capacitação organizacional para alcançar a Velocidade do Desenvolvedor. 

A Velocidade do Desenvolvedor não implica apenas em aumentar a velocidade de entrega, mas em liberar a engenhosidade do desenvolvedor para resolver ideias de negócios complexas. Para isso, são usadas novas tecnologias e formas de trabalhar para construir um software que atenda às necessidades de clientes empresariais e cumpra os objetivos de negócio.

De acordo com o relatório Enterprise DevOps Report 2020/21, produzido pela Sogeti a pedido da Microsoft, os principais insights do estudo sobre o DVI são os seguintes:

Ferramentas de desenvolvedor, que cobrem colaboração, desenvolvimento, DevOps e ferramentas de planejamento, têm a maior importância relativa na geração de indicadores de desempenho de negócios.

Culturas de gerenciamento de produto que utilizam filosofias de “segurança psicológica / falhe rapidamente e aprenda”, acentuadas por equipes focadas no produto, alcançam altas pontuações de DVI. No entanto, apenas 20% dos executivos acreditam que as suas organizações implementem essa prática cultural.

• Recursos e adoção de código aberto são os diferenciais que mais definem as principais organizações atuantes que buscam promover inovação e satisfação do desenvolvedor.

• A qualidade está em risco em organizações com lenta adoção de práticas de automação de testes e quando as empresas acreditam que “qualidade” diz respeito apenas a testes.

• A segurança é uma grande preocupação, uma vez que 17% das organizações relatam que testam apenas as vulnerabilidades de segurança “para um lançamento principal” ou “somente ao lançar para produção”.

• A conformidade com as leis de proteção de dados, como a LGPD, é um grande desafio nas empresas. Afinal, 59% dos entrevistados relatam que podem demorar “de vários dias a vários meses” para avaliar o seu estado atual de conformidade regulamentar.

Além das métricas puramente técnicas ou financeiras, o DVI também é fortemente correlacionado com outros indicadores importantes de desempenho nos negócios, especialmente a inovação. O foco no desempenho dos negócios, em vez do desempenho operacional, é muito importante. O DVI deve atentar para a relação entre pessoas, processos e tecnologia como principais motivadores de sucesso nos negócios. E evitar focar apenas nos tradici