Arquitetura de Integração de Aplicações Ágil e Moderna

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O cenário de integração atual está mudando muito rapidamente para acompanhar as demandas das empresas e do mercado. Os gastos com transformação digital representarão uma oportunidade de mercado de 20 trilhões de dólares nos próximos cinco anos, segundo a Worldwide Digital Transformation Strategies do IDC. Mas como podemos obter uma arquitetura de integração mais ágil, moderna e conteinerizada?

As tecnologias de integração permitem que as empresas alcancem os seus objetivos nas áreas de soluções multinuvem, descentralização e microsserviços e construam novas experiências para os seus clientes.

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Neste artigo, vamos mostrar como a Integração Ágil trouxe avanços importantes, oferecendo uma arquitetura de integração muito mais moderna e eficiente.

Os avanços trazidos pela Integração Ágil

A arquitetura de microsserviços traz uma nova abordagem para estruturar os aplicativos. Em vez de ser um grande silo de código em execução no mesmo servidor, como nos padrões SOA e ESBs, o aplicativo é projetado como uma coleção de componentes menores, com execução completamente independente.

Esse modelo, que chamamos de Arquitetura de Integração Ágil, é capaz de ampliar as capacidades de uma plataforma de integração e possibilita que elas funcionem em conjunto.

A arquitetura de integração ágil é definida como “uma arquitetura baseada em contêineres, descentralizada e alinhada a microsserviços para soluções de integração”. Ela apresenta três aspectos principais relacionados, porém separados:

1. Implantação de integração refinada.

O que podemos ganhar dividindo as integrações nos silos ESB em tempos de execução separados? Os padrões de implantação de integração refinada fornecem contêineres especializados com maior agilidade, capacidade de expansão e resiliência, muito diferentes dos padrões ESB centralizados do passado.

2. Responsabilidade pela integração descentralizada.

A mudança para uma implantação de integração refinada abre caminho para que a responsabilidade pela criação e pela manutenção das integrações possa ser distribuída. Afinal, faz todo sentido que as equipes de aplicativos de negócios assumam também o trabalho de integração, simplificando a implementação de novas capacidades.

3. Infraestrutura de integração nativa da nuvem.

A implantação de uma integração de aplicações refinada aproveita os benefícios de uma arquitetura de microsserviços. Ela permite a integração dos fluxos dos dados de um aplicativo para outro e melhora a comunicação entre colaboradores, parceiros e consumidores.

Os benefícios da integração de aplicações

De acordo com pesquisa da Gartner, até 2023, o gerenciamento de dados aprimorado reduzirá a dependência de especialistas de TI para tarefas de gerenciamento de dados repetitivas e de baixo impacto. Desse modo, esses profissionais poderão liberar até 20% de seu tempo para tarefas de gerenciamento de dados de alto valor.

A integração de aplicações traz diversos benefícios:

• Tratamento eficaz da disparidade: Acesse dados de qualquer sistema, em qualquer formato, e produza homogeneidade a partir deles.

• Expertise dos endpoints: A integração atualmente inclui inteligência não apenas com relação a protocolos e formatos de dados complexos, mas também incorpora inteligência no âmbito dos objetos, negócios e funções reais dentro dos sistemas finais.

• Inovação a partir dos dados: Os aplicativos devem muito de sua inovação à oportunidade que eles têm de combinar dados além de suas fronteiras e criar significado a partir disso. Essa característica é particularmente visível na arquitetura de microsserviços.

• Artefatos empresariais: Os fluxos de integração herdam uma grande quantidade de valor do tempo de execução, contribuindo para recuperação de erros, tolerância a falhas, captura de logs e análises de performance.

As vantagens da arquitetura de microsserviços

Os microsserviços são arquiteturas para a criação de aplicações que podem ser implantadas e executadas de modo independente dos outros serviços. Nesse caso, a comunicação é feita serviço a serviço.

A arquitetura de microsserviços possibilita quatro vantagens principais:

1. Maior agilidade: Os microsserviços são suficientemente pequenos para serem entendidos de modo isolado e alterados de maneira independente. Portanto, fluxos de integração individuais podem ser alterados, recompilados e implantados independentemente de outros fluxos, permitindo uma aplicação mais segura de alterações e maximizando a velocidade da implantação.

2. Escalabilidade elástica e capacidade de expansão: O uso de recursos pode ser totalmente vinculado ao modelo de negócios. Os fluxos individuais podem ser dimensionados por conta própria, permitindo tirar proveito do eficiente dimensionamento elástico das infraestruturas de nuvem.

3. Resiliência discreta: Com um desacoplamento adequado, as mudanças nos microsserviços não afetam os demais serviços que estão sendo executados. Afinal, os fluxos de integração isolados que são implantados em contêineres separados não podem afetar uns aos outros.

4. Autonomia: A arquitetura de microsserviços também contribui para melhorar a autonomia, de acordo com as práticas de DevOps. Desse modo, ela permite que uma equipe possa assumir a responsabilidade por todo o componente de um microsserviço durante todo o seu ciclo de vida.

Esses padrões de implantação de integração refinada fornecem contêineres especializados e de tamanho adequado, oferecendo maior agilidade, capacidade de expansão e resiliência.

Atualmente, ferramentas ponderosas de integração já estão disponíveis para permitir que as equipes de aplicativos desenvolvam APIs/ serviços usando principalmente configurações simples e códigos minimamente personalizados

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