Microsserviços, o atual estado da arte.

A arquitetura de sistemas orientada por microsserviços é um padrão de desenvolvimento de sistemas mais flexível, com manutenção simplificada, escalável e descomplicada. Diferente da tradicional arquitetura de sistemas, onde um único código representa toda a aplicação, também conhecida como técnica monolítica, uma das grandes vantagens dos microsserviços é simplificar a implementação e a atualização de sistemas. Como funciona baseado em partes independentes (conhecidos como containers), o sistema pode ser facilmente modificado. Por exemplo, caso aconteça algum problema em um microsserviço, o restante do sistema não será prejudicado, já que a questão será tratada de modo isolado.

Microsserviços tem chamado a atenção por conta da maior facilidade no manejo do sistema. O termo surgiu em 2011 em uma conferência realizada por arquitetos de software, entretanto, a proposta não é nova. Em 1978 McIlroy, Pinsen e Tague publicaram artigo com o contexto de situações mais flexíveis e em escalas diversas, que pode ser pensado como base para este formato de arquitetura.

Podemos sintetizar a arquitetura de microsserviços como a abordagem de desenvolver em uma única aplicação pequenos serviços isolados e independentes. Uma mesma aplicação pode conter, por exemplo, vários serviços cada um escrito em uma linguagem de programação diferente e sem que um tenha dependência do outro, mas ao final todos concorrem para o mesmo fim.

Estes serviços são embasados perante a necessidade de cada negócio e situação pretendida, e podem ser implantados ou modificados de maneira independente e automatizada de acordo com a necessidade de cada componente. Neste modelo de arquitetura de sistemas, há o gerenciamento centralizado para controle, entretanto, com funções mínimas e mais pontuais, já que cada situação criada pode conter linguagens e códigos diferentes, mas que ainda conversam entre si.

A possibilidade de optar por sistemas independentes que possuem códigos diversos, permite a empresa extrair máximo proveito de cada perspectiva analisada, encontrando para cada situação a ferramenta mais adequada a ser utilizada, assim como o próprio desenvolvimento de cada bloco de acordo com a necessidade ou objetivo da empresa.
Implantar este formato de arquitetura descentralizado dependerá da divisão do sistema. É ideal que cada componente tenha poucas responsabilidades, onde cada bloco autônomo tenha sua funcionalidade bem definida dentro da arquitetura.

Principais benefícios quando se adota a abordagem Microsserviços:

— Flexibilidade para se usar diferentes tecnologias numa mesma solução de software;
— Simples de desenvolver e implementar;
— Escalabilidade;
— Garantia de alta disponibilidade, uma vez que arquitetura de microsserviços transforma a redundância em um recurso muito simples e rápido;
— Possibilidade de rápidas mudança e manutenção;
— Mitigação de falhas, onde as lacunas ocorrem isoladamente e não interferem no ambiente total;
— Visão detalhada de cada situação, com organização pensada para cada negócio e suas necessidades, possibilitando uso abrangente de todas as informações analisadas.
Conclusão:

Microsserviços são o estado da arte quando se pensa em uma estrutura de fácil desenvolvimento e gerenciamento. Por se tratar de uma estrutura modular, os microsserviços se destacam por apresentarem benefícios como simplicidade, flexibilidade, escalabilidade, disponibilidade e redundância, aumentando significativamente a produtividade da equipe e reduzindo drasticamente os custos de desenvolvimento e manutenção de software.

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