O impacto da hiperautomação na força de trabalho

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Falar de mudança pode ser algo habitual, mas nem sempre estamos preparados para lidar com elas. Desde que a transformação digital começou, nos deparamos com um desenho diferente dos trabalhos comuns e entendemos que gerenciar os processos atuais de forma tradicional é opção inviável.

Se hoje o cliente muda suas preferências de consumo, o mercado não pode continuar produzindo de modo antigo. Para acompanhar essa evolução comercial, já temos que lidar diretamente com o desenvolvimento de novas competências técnicas e habilidades humanas recém solicitadas.

A automatização impacta a cultura de conceitos básicos do mercado. A ideia agora é que tarefas repetitivas sejam desempenhadas por bots e que as competências humanas sejam capacitadas para ocupar serviços mais elaborados. O objetivo não é substituir pessoas por robôs, mas é desenvolver novos talentos e delegar tarefas automáticas para máquinas.

Perceba que não existe cortes de recursos humanos para super valorizar a colaboração robótica. Na verdade, temos aqui uma triagem proposital de serviços, na qual providenciamos uma geração de profissionais multipotenciais e máquinas para lidar com os processos mais operacionais.

Abrir mão da estrutura técnica de agora, para segurar projetos de automatização direcionada, é impacto que configura uma força de trabalho mais produtiva, engajada com propósitos orgânicos e equipadas de colaboradores prontos para inovar suas próprias habilidades. Nós saímos de uma postura comercial confortável e conhecida, para confrontar desafios corporativos sem precedentes.

Então, como lidar com esse cenário do novo mercado? Como preparar profissionais para atuarem em novas frentes de trabalho? Como gerenciar positivamente os conjuntos robóticos funcionais?

A resposta é uma regra: gestão de valores e processos. Essa afirmação é a solução para toda e qualquer questão envolvendo o novo mercado e suas aplicações. Não estamos em uma corrida de quem automatiza primeiro, mas vivemos um período que oferecer competências digitais é sinal de vantagem e garantia de progresso.

A urgência de agora diz respeito ao desenvolvimento de uma gestão preocupada em democratizar a capacitação de profissionais nos conhecimentos sobre automação de serviços. É necessário incentivar uma política inovadora de educação corporativa, na qual é possível especializar colaboradores e ampliar suas competências para garantir certificação perante sua evolução pessoal e técnica.

Nessa jornada da hiperautomação, caminhamos para a construção de uma organização com gestão colaborativa, onde modernizando processos acabamos desenvolvendo potenciais humanos. É notório que investir em sistemas também demanda recursos para preparar equipes e atualizar leis de gestão. Diante da dúvida do que deixar ou levar para esses novos tempos, devemos ter a certeza de que máquinas eficientes são resultados do trabalho de profissionais competentes. A inovação que a inteligência artificial promove, só existe graças ao poder criativo da inteligência humana.

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