O que esperar de IoT em 2018? Desafios e oportunidades

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O ano de 2018 será o que marca a ascensão de tecnologias e soluções envolvendo Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT, em inglês). De acordo com um relatório realizado pela empresa de pesquisas de mercado IDC, o mercado de IoT alcançará $772 bilhões em 2018, com mais de 20 bilhões de dispositivos sendo conectados à Internet até 2020 (um número quatro mil vezes maior do que em 2015).

Com o lançamento de soluções de automação domiciliar, como Google Assistant ou Amazon Alexa, e a consolidação de plataformas de inteligência artificial, com reconhecimento de fala, imagem e texto, como IBM Watson, as portas para o desenvolvimento de aplicações inovadoras envolvendo IoT, automação e inteligência artificial estão escancaradas para 2018. Essa perspectiva de crescimento traz novas possibilidades e desafios para a transformação digital ao mesmo tempo em que permite a atualização de processos para os padrões da Indústria 4.0.

Embora haja aplicações de IoT para diversos objetivos, algumas merecem especial destaque por representarem soluções disruptivas na área.

Notadamente em 2017, as aplicações para automação domiciliar e de atendente virtual começaram a se consolidar, com produtos capazes de controlar dispositivos de áudio, interruptores de lâmpadas e demais aparelhos via comando de voz. Essas primeiras abordagens de automação abrem caminho para novas maneiras de entender a relação de moradores e colaboradores com os espaços que frequentam, permitindo personalização e adaptação desses ambientes e provendo melhorias em conforto, eficiência e produtividade. Para 2018, as perspectivas de inovação em automação de ambientes envolvem a aplicação de inteligências artificiais nos processos de automação. Dessa forma, ao observar padrões de uso e preferências de customização, inteligências artificiais como o IBM Watson podem adaptar-se dinamicamente e otimizar a implementação de IoT.

Outra interessante aplicação para tecnologias de IoT é no desenvolvimento de Cidades Inteligentes. As aplicações nesse campo são várias e incluem controle de tráfego, com semáforos e radares conectados a softwares de mapeamento de fluxo, prevenção e controle de crimes, com câmeras munidas de aplicações de reconhecimento de imagens, e otimização de processos burocráticos através de chatbots, entre muitos outros. Essas soluções contribuem para a qualidade de vida geral dos moradores, otimizando a computação, promovendo a sustentabilidade, aumentando a segurança e a participação cidadã. Recentemente, algumas cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte iniciaram o processo de modernização e estão se tornando Cidades Inteligentes, gerando crescente demanda por novas tecnologias envolvendo IoT e automação.

Por fim, uma nova tecnologia que começa a crescer em 2018 são os wearables, itens de vestimenta como relógios e óculos que são conectados à internet e proveem serviços como mensagens de texto e voz, aplicativos mobile, localização via GPS, entre outros. O acesso rápido que esses dispositivos conectados gera altera o paradigma de utilização de aplicativos e serviços de internet, levando à maior conectividade, imersão do usuário e tempo de resposta reduzido. As aplicações de IoT envolvendo wearables permitem facilidades como controle de dispositivos remotamente, soluções envolvendo geo-localização, análises de sinais vitais e até realidade aumentada.

Contudo, apesar das novas possibilidades que o uso de IoT oferece, há também desafios a serem superados para que essa tecnologia se consolide.

Somente no terceiro quadrimestre de 2017, houve um aumento de 91% no número de ataques. Estudos indicaram que a maior parte desse crescimento se deve a brechas de segurança na conexão dos dispositivos de IoT à internet. Ataques do tipo DDoS (sigla em inglês para negação de serviço distribuída) a partir de instalações conectadas se baseiam na invasão aos dispositivos de IoT por algum malware para gerar um fluxo de requisições maior do que o serviço atingido consegue comportar e, levando em conta as perspectivas de crescimento no número de soluções em IoT esperadas para os próximos anos, proteções contra esse tipo de ataque estão sendo desenvolvidas. Algumas dessas soluções de proteção envolvem o uso de inteligências cognitivas como o Watson para criar, em tempo de execução, respostas a ataques e, assim, garantir não só o funcionamento do sistema, mas também a privacidade dos dados gerados pelos dispositivos conectados.

E falando-se sobre dados gerados, outro desafio a ser abordado no desenvolvimento de soluções em IoT é a imensa quantidade de informação que os vários dispositivos irão produzir. Tamanha massa de informações, não necessariamente estruturada, requer uma abordagem de Big Data consolidada, de forma que insights possam ser gerados – possivelmente usando soluções de inteligência cognitiva.

Então, o que se pode esperar de IoT em 2018? Com todos os desafios e oportunidades discutidos, o futuro da Internet das Coisas está no crescimento desse paradigma tecnológico para além das aplicações básicas que existem atualmente. Juntamente com tecnologias de inteligência artificial, cada vez mais estaremos expostos a soluções de IoT que sejam de fato disruptivas e relevantes nas mais diversas áreas e que representem uma nova perspectiva na relação da tecnologia com o quotidiano dos usuários. Em 2017, a Internet das Coisas era uma novidade. Em 2018 será uma oportunidade.

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