Computação cognitiva é a nova tendência em segurança

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A computação cognitiva é uma das principais tendências tecnológicas que impulsionam os negócios e os governos hoje em dia, além de ser cada vez mais impressionante no quesito segurança.

Assim como Big Data, drones e realidade virtual, a computação cognitiva é um importante disruptor de tecnologia, tanto no comportamento humano como na própria sociedade.

Longe de ser coisa “da última moda” ou tecnologia do momento, as tendências de adaptação impulsionam as mudanças de longo prazo nas principais indústrias, definindo como os consumidores se comportam e como as empresas vão evoluir. Eles representam a interseção da natureza humana e avanços tecnológicos.

A computação cognitiva ganhou proeminência permitindo que os computadores interagissem com pessoas de maneira humana.

Esses sistemas entendem e se comunicam em linguagem natural, e alavancam a inteligência artificial para apresentar novos insights que ultrapassem em parte aqueles buscados pela inteligência humana.
Na vanguarda desta tecnologia, está o IBM Watson.

A computação cognitiva: nova tendência em segurança

Com sistemas cognitivos como o Watson, agora é possível extrair valor de dados anteriormente inacessíveis, mas principalmente proteger toda esta informação de uma forma única.

Há pouco tempo, não havia uma maneira de proteger a incomensurável quantidade de dados que é produzida diariamente. São números que extrapolam os quintilhões de dados dia após dia.

Apenas 20% desse valor era protegido, porque a maior parte é disponibilizada por dados desestruturados. Hoje, sistemas cognitivos como o IBM Watson, por exemplo, já são indicadores de que a computação cognitiva mudou e ainda mudará muito a forma da segurança no mundo inteiro.

Watson vem respondendo habilmente as perguntas e retornando as respostas corretas mais rapidamente do que qualquer concorrente humano. O Watson evoluiu desde então em uma gama de serviços poderosa e comercialmente disponível.

Os serviços Watson combinam pesquisa e análise de conteúdo não estruturado, como e-mails, postagens de redes sociais e gravações de áudio – dados fora do alcance dos sistemas convencionais – com capacidades únicas de computação cognitiva para avaliar a experiência humana.

Por exemplo, o Watson Explorer ajuda as empresas a se conectar, analisar e encontrar rapidamente as informações de que precisam através de uma visão de 360 ​​graus de todos os dados para revelar informações críticas e informar melhores decisões.

Isso significa que a máquina está minerando dados, fazendo o processamento e aprendendo a lidar com linguagem natural (falada, escrita e visual) e desestruturada. Também aprendendo a analisar padrões, fazendo assim o que antes era considerado praticamente impossível: identificar em questão de poucos segundos uma ameaça (e saber o que é um falso positivo ou não).

Antes, sem um sistema de computação cognitiva voltado para segurança, o cenário para identificar um ataque era péssimo: era necessário o transcorrer de 250 dias em média para se perceber uma violação.

Com sistemas cognitivos autodidatas imitando a forma como pensa o cérebro humano, mas potencializando o resultado, aumenta-se consideravelmente a percepção de um ataque ou uma violação, dando apoio total às próprias equipes humanas para tomarem as decisões cabíveis.

Como o Watson usa a computação cognitiva para proteger os dados

De forma semi-intuitiva, o IBM Watson associa sua inteligência de segurança à análise da Big Data e, assim, aprende e compõe insights racionalizando as derivações e todas as interações possíveis de dados recém-inseridos. Então, interpreta tudo aquilo que analisou para tentar compreender de maneira racional (assim como uma pessoa o faria) e, por fim, compreende os dados não estruturados.

De uma forma simplificada, o Watson passa a ler, ver, ouvir e compreender.

Só para a IBM, os investimentos nesta área já somam uma fatia financeira enorme, passando dos 2 bilhões de dólares. No mundo inteiro, mais de 70 bilhões já foram gastos com computação cognitiva visando a segurança de informações, dados e sistemas.

A IBM também investe em outras plataformas para associar ao cérebro multifuncional do Watson e garantir que a capacidade de segurança seja mais e mais aprimorada.

Hoje, o IBM X-Force, time de pesquisas número 1 da empresa, mantém um banco de dados com indicadores em tempo real que analisa mais de 15 bilhões de eventos baseados em segurança cognitiva de ataques de malwares inteligentes que acontecem dia após dia. Estas informações são provenientes de uma rede com mais de 270 milhões de terminais, o que totaliza mais de 700 terabytes de dados armazenados nessa nuvem que cresce constantemente.

Como o Watson se comporta e auxilia a segurança a partir da computação cognitiva

O IBM Watson é um dos núcleos que aperfeiçoam o trabalho dos seus analistas, pois a segurança cognitiva consegue digerir dados estruturados e não estruturados na velocidade que um ser humano mediano não conseguiria atingir e libera, logo após, informações para que os analistas tomem atitudes sobre os insights.

Antes mesmo dos malwares conseguirem provocar qualquer tipo de dano, eles podem ser identificados pela computação cognitiva integrada ao sistema de segurança. Da mesma forma, a tecnologia pode ajudar a prever casos de infiltração ou então detectar usuários cujo comportamento possa colocar a infraestrutura em risco.

Ainda, a segurança cognitiva pode identificar possíveis vulnerabilidades em aplicações, baseada nos resultados analisados, conseguindo sugerir correções e, assim, reduzir o risco empresarial.

E é por isso que a computação cognitiva vem se tornando tendência em segurança: pela sua capacidade em realizar grande processamento de dados e comunicar essas informações com inteligência artificial numa velocidade não possível por um ser humano.

E para a segurança, isso está sendo incrivelmente uma revolução! É com certeza uma nova era.

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