Para que serve a automação?

Apesar dos avanços trazidos pela tecnologia, as tarefas de rotina podem consumir cerca de 60% do tempo dos funcionários das empresas. Com o auxílio da automação de processos, tarefas repetitivas e manuais podem ser realizadas de maneira automática, com muito mais rapidez e facilidade. Desse modo, as equipes de TI podem concentrar os seus esforços em tarefas de maior importância técnica. 

Além de aumentar a produtividade, a Automação Robótica de Processos (RPA) ajuda a modernizar os serviços das empresas e a ampliar a sua cartela de clientes. Ela pode ser utilizada para automatizar até 80% dos processos regulares das empresas. Ademais, as soluções digitais são capazes de entregar novas competências ao mercado na metade do tempo de aplicações antigas.

Mas em que áreas das empresas é possível usar a automação? Neste artigo, vamos mostrar como a tecnologia pode ajudar a melhorar tanto os processos internos quanto as soluções voltadas para os usuários finais das empresas.

Automação de processos e tarefas repetitivas

Atualmente, tecnologias como hiperautomação, RPA e Inteligência Artificial podem ser utilizadas em qualquer setor das empresas onde há processos altamente repetitivos. 

Empresas dos mais diversos setores já utilizam essas tecnologias nas automações de seus processos, principalmente aquelas das áreas de finanças, telecomunicações, saúde, indústria, educação e seguradoras. 

Os robôs de software criados com RPA podem realizar tarefas rotineiras que antes eram realizadas por trabalhadores comuns, aumentando assim a produtividade e escalabilidade do negócio. 

O RPA pode ser usado em atividades de BackOffice voltadas para as operações das áreas fiscais, financeiras, contábeis, recursos humanos, suprimentos, entre outros. Além disso, essa tecnologia pode ser aplicada até mesmo nos processos de TI, como gerenciamento de acessos, backup e automação de monitoração de alertas.

Além disso, a Automação Robótica de Processos (RPA) possibilita:

* Aumentar a velocidade e a escala de trabalho;

* Identificar as oportunidades ideais de automação;

* Processar grandes volumes de dados em menos tempo;

* Impulsionar a tomada de decisões e o aprimoramento contínuo dos processos;

* Equilibrar as tarefas humanas e as tarefas de máquina de maneira colaborativa;

* Auxiliar estruturalmente as condições estratégicas dos negócios.

Conheça exemplos do uso de automação

Por exemplo, no setor financeiro, a automação pode ser usada na contabilidade geral e operacional, em processos reconciliações e transações entre empresas, para gerar relatórios financeiros ou para ajudar a fazer o planejamento e a previsão orçamentária.

No setor de serviços, o RPA também pode ser usado para geração de Leads, relatórios de oportunidades, verificação de políticas, criação de contas de usuários e também na área de compras (criação de faturas, ordens, dados de fornecedores). Essa tecnologia possibilita operações como a digitalização de documentos, faturamento de clientes, detecção de fraudes, relatórios, processamento de reembolsos, políticas de serviço e atendimento ao consumidor.

Por sua vez, o Digital Workflows (automatização do fluxo de trabalho) utiliza robôs para automatizar e agilizar esses processos. Os fluxos de trabalho digitais permitem que os usuários automatizem qualquer tarefa repetível e monitorem os resultados em todas as etapas dos processos. Desse modo, temos uma redução de até 90% nas falhas humanas e um aumento de cinco vezes na produtividade. 

Antes de ser uma mudança de mecanismos, a hiperautomação envolve uma mudança de mentalidade e uma transformação dos padrões sistemáticos tradicionais. O núcleo técnico da hiperautomação é focado em RPA, mas atua em conjunto com ações de machine learning, user experience, analytics, process mining, entre outros.

A mudança para a automação deve começar com uma avaliação do modelo de negócio para avaliar os seus problemas reais e indicar melhorias, de acordo com as necessidades reais de cada empresa. O mapeamento de problemas determina quais setores devem ser otimizados e quais estruturas tecnológicas precisam de revitalização ou substituição. 

Além disso, o monitoramento fornece dados e métricas, que podem ser usados para indicar atualizações e promover mudanças na orquestração desses processos.

Soluções voltadas para os usuários finais

Além de aumentar a produtividade e otimizar os processos internos, as novas tecnologias contribuem também para uma maior satisfação do cliente final no frontend das empresas.

Um exemplo de como a automação pode ser usada no atendimento aos usuários finais é na resolução de problemas por meio de atendente virtual. O atendimento telefônico, seja ele humano ou feito por chatbots, contribui para aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais.

Por exemplo, uma companhia de seguros pode usar Inteligência Artificial para criar um canal de atendimento capaz de obter informações sobre a situação financeira das apólices, emitir 2ª via de boleto, obter telefones, entre outros recursos. Essa ferramenta de autoatendimento traz mais agilidade para o serviço de informações e amplia o horário de atendimento para 24 horas por dia.

O RPA e a Inteligência Artificial também possibilitam um aumento da assertividade de extração de dados e eficiência na identificação de diversos tipos de documentos, que podem depois ser enviados online. Além disso, eles podem auxiliar no combate às fraudes utilizando recursos de checagem automática de informações cadastradas.

Portanto, a automação favorece uma operação autônoma, mais rápida e mais eficiente, pois ela não depende de interação humana e por isso está menos sujeita aos erros. Até mesmo o relacionamento com o cliente pode ser automatizado, tanto para acelerar o suporte quanto para criar novas soluções para os problemas enfrentados pelos consumidores.

Com o uso de tecnologias como RPA e Inteligência Artificial, nós podemos viabilizar uma transformação digital mais rápida e abrangente para o seu negócio. A Certsys e a Automation Anywhere desenvolveram o RPA Quick Start, uma solução rápida e segura para a implementação das tecnologias de automação. Por meio dela, você aprenderá a implantar, gerenciar e auditar a sua força de trabalho digital a partir de uma central de RPA altamente intuitiva.

Conheça o RPA Quick Start.

Desafios para a modernização de aplicações

Para modernizar as suas aplicações, as empresas precisam migrar aplicações legadas para sistemas atuais de nuvem, com plataformas de containers e microsserviços. Afinal, tecnologias ultrapassadas geram baixa produtividade, indisponibilidade de serviços, experiências de usuários ruins, altos custos de manutenção e consequentes limitações para os ganhos. 

A capacidade de adotar novas capacidades e fluxos de trabalho é fundamental para que as empresas possam se adequar às demandas do mercado e otimizar o desempenho dos seus negócios. Porém, para modernizar suas aplicações, elas precisam enfrentar muitos desafios, como migrar para a nuvem, mover os seus dados ou as suas cargas de trabalho, gerenciar múltiplos fornecedores de nuvem e lidar com custos altos de investimento e manutenção.

Neste artigo, vamos explicar quais são os maiores desafios enfrentados pelas empresas para modernizar as suas aplicações e trazer dicas para ajudá-las a superá-los.

Por que é importante modernizar as aplicações?

As demandas por eficiência, agilidade e inovação exigem que as organizações modernizem ambientes, reduzam a complexidade e adotem soluções das plataformas de nuvem híbrida, utilizando microsserviços, containers, DevOps, Internet das Coisas, entre outras tecnologias.

Porém, as empresas ainda enfrentam muitos desafios para migrar o seu conjunto de cargas de trabalho e aplicações para a nuvem. A seguir, vamos mostrar alguns dos principais desafios que as empresas enfrentam atualmente e apontar caminhos para superá-los.

1. Migração para a nuvem

A migração para a nuvem é parte integrante das as estratégias de transformação digital e de negócios. A nuvem permite que as empresas inovem mais rapidamente, controlem custos, façam melhor uso de seus dados e ofereçam melhores experiências aos clientes.

Porém, o maior desafio enfrentado pela maioria das organizações é gerenciar a complexidade desses processos.  Afinal, a adoção da nuvem envolve questões de segurança, resiliência e riscos de interrupções e tempos de inatividade. Além disso, muitas empresas têm informações confidenciais, que elas preferem não colocar em nuvens públicas.

Por isso, a maioria das empresas ainda não consegue aproveitar todos os potenciais oferecidos pela nuvem.

Mas, com as soluções das plataformas de containers e DevOps, é possível migrar e transformar aplicações legadas para os novos sistemas de nuvem, favorecendo assim a migração e a modernização das aplicações.

2. Fazer a integração dos dados e da carga de trabalho

Devido a obstáculos como segurança, conformidade e localização, muitas empresas têm dificuldade para mover os seus dados ou as suas cargas de trabalho para a nuvem pública. Pesquisa feita pela IBM mostra que apenas cerca de 33% das cargas de trabalho foram migradas para a nuvem até o momento.

Mas, com a integração e disponibilização de serviços de negócio e APIs adequados, é possível suportar cargas de trabalho e dados empresariais e, ao mesmo tempo, impulsionar a inovação.

Por exemplo, uma empresa pode manter as informações de seus clientes mais confidenciais nas suas próprias instalações, os seus dados de marketing em um fornecedor de nuvem pública e uma aplicação nativa sensível numa nuvem privada, com segurança e integração.

3. Múltiplas nuvens e fornecedores

Transferir toda a infraestrutura e as aplicações de uma empresa para um único provedor é pouco recomendável, devido a fatores como segurança, eficiência e economia. De acordo com o estudo da McKinsey & Company, 94% das empresas pesquisadas contam com múltiplos fornecedores de nuvem para alcançar os seus objetivos de negócios.

As soluções de gerenciamento de multicloud permitem que as empresas combinem nuvens variadas para tirar proveito de características diferentes com flexibilidade e agilidade. Elas oferecem visibilidade completa e controle na combinação preferida de uma empresa de fornecedores e modelos de nuvem, sem sacrificar a segurança rigorosa.

4. Inovar as metodologias de desenvolvimento de apps

Modernizar aplicativos envolve desafios como custos, infraestrutura, qualificação de mão de obra e atualização dos sistemas operacionais. Além disso, a modernização dos processos de desenvolvimento de Apps precisa preparar aplicações para lidar com uma série de mudanças, normas, políticas e culturas.

Para superar essas dificuldades, é preciso criar soluções com execuções ágeis, direto da nuvem, e viabilizar conexões com mais extensão, qualidade e disponibilidade.

5. Lidar com custos altos de manutenção