Como a computação cognitiva está aos poucos mudando a forma como nossos dispositivos eletrônicos são planejados

[vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Nos dias de hoje, é cada vez mais comum vermos novos celulares e aparelhos eletrônicos sendo lançados com hardware superpotentes: 6GB de memória RAM, 512GB de armazenamento, câmeras conjuntas, 8 núcleos de processamento. Estes são, com certeza, números que nos saltam aos olhos e se equiparam cada vez mais com as configurações de desktops e laptops que temos hoje em dia, mas será que a Lei de Moore continuará sendo seguida por mais tanto tempo?

Não só referente a processadores, a Lei de Moore (criada em 1965 por Gordon Moore, co-fundador da Intel) especula que a cada 18 meses o poder computacional de componentes eletrônicos dobra, além de se tornarem cada vez mais eficientes a cada nova geração lançada. Entretanto nos últimos anos uma nova tendência começou a surgir, apontando em uma direção diferente da que a indústria tem seguido há tantos anos: encontrar formas mais inteligentes de utilizar a tecnologia de hardware já existente, ao invés de continuar apenas evoluindo números e buscando melhores benchmarks em seus lançamentos.


(Representação gráfica da Lei de Moore entre os anos de 1971 e 2016)

Despontando à frente desta tendência estão empresas como Google, Amazon e Apple. A primeira recentemente anunciou uma linha de produtos fortemente baseados em Machine Learning, como os Pixel Buds, que são fones de ouvido capazes de traduzir em tempo real conversas feitas em até 40 idiomas diferentes. Outro expoente da empresa é a linha de smartphones Pixel 2, que apesar de possuírem um hardware simples para os padrões atuais, possuem um co-processador dedicado somente para captura e processamento de imagens através de técnicas e otimizações com Machine Learning, que é capaz inclusive de produzir efeitos fotográficos que outros aparelhos fazem com 2 câmeras conjuntas apenas com uma única câmera. Além disso, também se integram com outros aplicativos cognitivos da própria empresa, tais como o Google Assistant e o Google Allo, assistente virtual e mensageiro baseados em inteligência artificial.

Já a Amazon aposta suas fichas em uma linha de assistentes virtuais que, apesar de possuírem configurações e recursos diferentes, consomem os serviços da assistente Alexa da mesma forma. Ou seja, independente da diferença de hardware, todos os assistentes conseguem oferecer aos seus usuários uma mesma experiência. Além disso, o fato de a assistente estar na nuvem simplifica ainda mais a adição de novas funcionalidades aos produtos, mesmo que possuam um hardware mais simples, bastando apenas uma atualização de sistema por conta da própria Amazon.

No lado da Apple, apesar de não possuir a melhor assistente virtual do mercado, no último ano a empresa apresentou aparelhos cheios de recursos inteligentes. Entre os lançamentos com certeza se destaca o iPhone X, que além de possuir o processador A11 Bionic (também presente nos iPhones 8 e que possui núcleos dedicados a processamento de redes neurais), também possui uma série de sensores que tornam capaz o recurso de Face ID, onde o usuário autentica o aparelho utilizando seu rosto como senha e o sistema o reconhece por meio de processamento de redes neurais.

Analisando os últimos lançamentos das empresas citadas (especialmente Google e Amazon), podemos notar que a tendência de aproveitar melhor o hardware, de maneiras mais inteligentes, pode estar começando uma nova fase para a computação cognitiva, popularizando e até mesmo tornando mais acessível e mais barato ao consumidor padrão o contato com sistemas que possuem inteligência artificial assim que saem da caixa, sem depender exclusivamente de aplicativos de terceiros. E ainda falando sobre desenvolvedores, eles também tem muito o que ganhar com essa nova tendência, pois uma vez que as próprias fabricantes de hardware já liberam seus produtos equipados com peças dedicadas à Machine Learning e também sistemas operacionais repletos de APIs que simplificam sua integração, os mesmos se tornam capazes de oferecer em seus aplicativos experiências muito mais ricas e baseadas no gosto de seus usuários.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Tendências de TI para 2018

[vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Até alguns anos atrás, quando se abordava tendências tecnológicas, tratava-se de projetos que evoluíam de forma distinta e podiam seguir independente das demais, por vezes, se encontrando apenas na parte de produção.
Atualmente, estas tendências são bem diferentes. As tecnologias estão evoluindo de forma que a própria evolução se confunde. Por exemplo, carros autônomos só são viáveis em conjunto com outras tecnologias, como a inteligência artificial.

Esta, inclusive, é uma das tecnologias que, entre todas, deverá ter mais destaque neste ano, dado o impacto da Inteligência Artificial entre tantas tendências e a grande vantagem competitiva que pode agregar às corporações, fornecendo dados de melhor qualidade, aprimorados cada vez com técnicas baseadas em machine learning.

Seu uso será pervasivo, tocando praticamente todas as áreas de negócio. Já é possível acompanhar sua utilização desde sistemas de conversação, algoritmos autônomos, até sua introdução em produtos tradicionais de mercado que já há algum tempo buscavam resultados através da análise de grandes bases de dados – como sistemas de monitoramento, análise de risco e segurança (conheça a visão dos executivos sobre inteligência artificial).

Outra tendência estruturante para 2018 é o IoT – Internet of Things (Internet das Coisas). Todos os anos agrega bilhões de novos dispositivos conectando-se em rede, interligando e coletando todo tipo de dados que a empresa possa ter acesso. Essa aglutinação de dados ganha grande importância quando utilizada junto à inteligência artificial, gerando insights a partir de toda a organização. Os resultados potenciais são novas ofertas, com novos modelos de negócio e novos mercados.

Quando juntamos tecnologias como IoT, modelagem e automação de processos e inteligência artificial, criamos a base para o desenvolvimento de processos relacionados à Indústria 4.0. Em especial, a de Gêmeos Digitais – a virtualização da fábrica, alimentada pelos dados reais coletados através dos sensores ao longo do processo de fabricação, que traz novas ferramentas às empresas, oferecendo novos ganhos de produtividade, previsibilidade e gestão.

Nesta área, teremos mais objetos inteligentes, como carros, drones e robôs, que trarão um grau de autonomia muito avançado, através do uso de sistemas que entenderão o ambiente e de técnicas de inteligência artificial, conseguindo tomar decisões operacionais sem intervenções externas, como visto nos últimos anos com carros autônomos, de forma ainda mais sofisticada.

Outro elemento já bem conhecido e que ganha ainda mais força é a própria Nuvem, ou Cloud Computing. Ela, que inicialmente viabilizou toda uma geração de inovação através da otimização de custos com hardware, transformando-os em commodities, vem evoluindo e agregando cada vez mais valor para as empresas (saiba mais sobre os modelos de nuvem)

Este ano, dentro do uso de cloud, a novidade será a aplicação da tecnologia em relação ao próprio processamento, oferecendo às empresas agregar o processamento de qualquer infraestrutura de nuvem dinamicamente para a execução de aplicações baseadas em containers. Isso traz muito mais facilidade para a integração da nuvem à arquitetura corporativa. Ainda, a nuvem está evoluindo e abrindo espaço para outra tecnologia, o Edge Computing, com foco nos devices de IoT que exigem uma grande quantidade de conexões simultâneas.

A realidade virtual também deverá ganhar mais destaque, com mais projeto de realidade aumentada inclusive, devido a grande expectativa que os dispositivos entreguem percepção visual próxima ao olho humano. Isso deverá acelerar seu uso de dentro do mundo restrito dos jogos para diversas áreas corporativas, como educação, manutenção de equipamentos, turismo, etc.

Mais um grande destaque que já esteve presente no decorrer de 2017 e deve ter ainda mais força este ano é o Blockchain, tecnologia que oferece segurança transacional sem a figura de um gestor central (como um banco que intermedeia a transferência entre duas contas correntes). Cada vez mais a tecnologia deve se desvincular das criptomoedas (como bitcoin) para ganhar vida própria pois, além do potencial óbvio no mercado financeiro, há muitas aplicações em diversas outros segmentos, do agronegócio à área de saúde (descubra os benefícios do blockchain).

Alinhado com a busca pelo aumento da produtividade que levou empresas a automatizar processos em todos os níveis, espera-se o uso em larga escala de RPA – Robotic Process Automation, uma solução que permite a automação de tarefas repetitivas executadas por pessoas, eliminando a necessidade de dedicar talento humano para funções que não necessitem de maior intelecto.

Com as tendências tecnológicas sendo cada vez menos apenas previsões e já estando presentes no dia a dia das corporações, é cada vez mais importante que os executivos analisem os impactos que elas podem trazer ao negócio, incluindo, muitas vezes, um questionamento sobre o modelo de negócio da empresa.

Hoje já existem muitos negócios criados e destruídos a partir do uso criativo de uma nova tecnologia. Por isso, é tão importante que as empresas não só as dominem, como também estejam sempre atualizadas sobre os impactos delas em outras dimensões corporativas.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]