Proteja-se contra ransomwares na nuvem híbrida e multicloud

Cada vez mais, líderes e gestores de TI decidem propagar as suas operações e os seus dados em diferentes ambientes de nuvem. Porém, à medida que os negócios evoluem para estruturas de TI mais complexas, eles precisam tomar medidas para reforçar a segurança e a privacidade dos dados.

Apesar da rápida adoção de multicloud, muitas empresas ainda enfrentam riscos enormes, como tempo de inatividade não planejado, ataques de ransomware contra os usuários finais e a possibilidade de violações de conformidade. Ao mesmo tempo, as regulamentações de privacidade de dados se tornam mais rígidas e os consumidores estão cada vez mais inflexíveis quanto à proteção de seus dados.

Neste artigo, vamos abordar quais são as medidas necessárias para proteger os dados na nuvem híbrida e multicloud e evitar ataques de ransomware.

 

Como acontecem os ataques de ransomware

Cerca de 63% das pequenas e médias empresas dizem já ter sofrido ciberataques que levaram a perda de dados sensíveis, segundo levantamento do Ponemon Institute. Mesmo assim, 64% dos profissionais de TI dizem que a segurança está defasada em função da complexidade da TI.

Organizações que abordam migrações de nuvem e estruturas multinuvem aumentam a sua exposição a riscos de ransomware, infraestrutura de má qualidade, problemas de proteção de dados e outros problemas com a segurança digital e a privacidade de dados.

O ransomware é a ameaça de malware global de crescimento mais rápido em todo o mundo. Com frequência, os seus ataques causam um impacto catastrófico nas empresas, pois eles paralisam as operações e são responsáveis pela maioria dos eventos baseados em extorsão.

Os vetores de ataque típicos incluem esquemas de phishing enviados por e-mail, uso de anúncios online falsos com malware roubo de credenciais. Uma vez que as vulnerabilidades de segurança podem permitir que os cibercriminosos acessem os sistemas e aplicativos de TI, é fundamental que as empresas identifiquem e corrijam os pontos fracos antes que eles possam ser explorados.

Depois que o ransomware obtém acesso a uma organização, ele pode espalhar e corromper dados em sistemas em rede. Os dados em risco podem incluir informações transacionais diárias e sistemas operacionais, configurações de sistema e até mesmo backup e dados baseados em nuvem.

Quando os sistemas são infectados e o armazenamento é criptografado como resultado do ransomware, as empresas têm a opção de pagar o resgate, esperando que seus dados sejam preservados ou recuperados e reconstruídos. Ambas as situações são repletas de riscos, pois a recuperação dos dados nunca é garantida. De acordo com uma pesquisa do Cyber Edge Group, dos 38,7% dos entrevistados que concordaram em pagar um resgate, menos da metade conseguiu recuperar arquivos usando as ferramentas fornecidas.

Nesse contexto, o mais inteligente para se proteger contra ataques é adotar uma abordagem proativa de prevenção, com soluções de segurança em camadas. Outro cuidado muito importante é ter uma estratégia de backup sólida, para o caso de os invasores conseguirem entrar em seu sistema.

 

Melhores práticas de segurança na nuvem

Para empresas com infraestruturas híbridas multinuvem, o ideal é encontrar uma proteção automatizada e abrangente, que solucione os desafios de falta de visibilidade, escalabilidade e disponibilidade, em uma única plataforma.

Para aumentar a proteção, uma plataforma deve ser capaz de oferecer integração total, com recursos de gerenciamento de dados, componentes de código aberto, contêineres de nuvem, aprendizagem de máquina e IA e funções de segurança e privacidade.

Uma estrutura para melhores práticas deve incluir uma visão completa de sua organização e de sua estrutura de tecnologia. Isso significa que cada aplicativo, dispositivo, nuvem e componente de rede está conectado e oferece alta visibilidade.

Considere estas abordagens:

Dados fora da nuvem: As organizações podem evitar dores de cabeça significativas analisando e classificando proativamente os seus dados no local antes de movê-los para a nuvem. Use análises para limpar e classificar dados e entender como a empresa está usando os dados e classificando o seu valor. Essa abordagem permite que as organizações identifiquem informações confidenciais que podem ser mais arriscadas para armazenar na nuvem ou eliminar informações que não têm valor. Desse modo, é possível proteger as informações mais importantes e, em última análise, reduzir os seus custos de armazenamento em nuvem.

Dados na nuvem: Para dados não estruturados já armazenados na nuvem, as organizações devem adotar uma abordagem prescritiva e proativa para identificar rapidamente as áreas de risco e mitigar problemas antes que eles ocorram. Esses riscos incluem o armazenamento de informações do cliente em um servidor em nuvem que não atenda aos regulamentos da LGPD ou dados valiosos que não tenham um backup adequado.

A análise automatizada e a marcação de arquivos para determinar o risco reduzem drasticamente o tempo necessário para classificar os dados baseados em nuvem. Os dados marcados podem  ajudar a tomar decisões mais consistentes sobre onde armazenar os dados, quais podem ser excluídos com segurança e qual nível de segurança deve ser adotado para os dados que devem ser mantidos.

 

A importância da integração total e de uma estrutura holística

Uma abordagem para melhores práticas também gira em torno de uma estrutura de integração total. Isso significa que cada aplicativo, dispositivo, nuvem e componente de rede está conectado e possibilita alta visibilidade.

Ainda assim, o valor de uma estrutura holística vai além da TI. Ela também oferece suporte à visibilidade no nível de negócios e aproveita todo o valor dos dados e dos sistemas. Isso pode impulsionar uma empresa para a esfera da inovação e dos negócios ininterruptos. A resposta é uma plataforma única e centralizada, que ofereça suporte a todos os principais provedores de nuvem e às plataformas de contêiner.

Essa plataforma deve:

  • Ser independente da nuvem;
  • Oferecer portabilidade de dados total entre infraestruturas híbridas;
  • Oferecer capacidade de recuperação granular;
  • Suportar níveis bastante altos de compressão de dados;
  • Ser capaz de unir perfeitamente borda, centro e nuvem;
  • Alcançar escalabilidade elástica.

Essa estrutura permite reconhecimento de ponta a ponta e pode detectar backups com falhas, vulnerabilidades e outros problemas de maneira proativa. Além disso, ela aumenta a agilidade, a portabilidade e a flexibilidade em infraestruturas centrais, estruturas e dispositivos híbridos e multinuvem e dados na borda.

 

Conte conosco em sua jornada para a nuvem

Escolha um provedor de nuvem que atenda às necessidades reais da sua jornada para a cloud. As soluções da Certsys e da Veritas, líder em proteção de dados empresariais, oferecem:

  • Apoio à carga de trabalho;
  • Restauração granular;
  • Duplicação inteligente;
  • Armazenamento multinuvem;
  • Equipe de serviço qualificada e preparada para acompanhamento do projeto;
  • Entrega de todas as etapas, desde o assessment até à conclusão do projeto;
  • Administração do ambiente;
  • Aplicação das melhores práticas;
  • Health check (checagem da saúde das implantações);
  • Suporte na integração com as nuvens.

Entre em contato conosco.

Disaster Recovery como ferramenta contra Ransomware

Um esquema de proteção contra ransomware é uma prática que toda organização deve adotar.

Decifrando os riscos do Ransomware

Longe de ser um vírus ou um ataque previsível, o ransomware é um tipo de malware (código malicioso) e seu principal objetivo é criptografar arquivos para deixá-los inacessíveis. Com ele, não só os dados são perdidos, mas os computadores ficam inoperáveis.

Para readquirir os dados infectados, a vítima precisa pagar um alto valor em bitcoin (criptomoeda). O prejuízo pós invasão pode variar, dependendo do tipo de informação violada e, em muitos casos, o pagamento não garante o retorno integral dos dados sequestrados.

Felizmente, hoje já existem tecnologias cibernéticas atuando em regime de veto e prontidão, contra ransomware e outros tipos de malware. O DR (Disaster Recovery) é um dos principais métodos para proteger empresas contra ciberataques, desastres e outros riscos.

A eficiência do DR contra Ransomware

Como vimos, ransomware é um “sequestrador digital” capaz de danificar sistemas inteiros e não apenas algumas estações de trabalho. Para lidar com essa mecânica mal-intencionada e acelerada, o DR elabora protocolos de segurança baseado em backups investigativos. Depois de coletar dados de conexão, compartilhamento e armazenamento, ele atua no primeiro sinal de ameaça: seja ela ocasionada por alguma vulnerabilidade ou comportamento operacional inadequado.

Quando o DR realiza vistoria em sistemas e históricos, ele gera um conjunto de diagnósticos e examina cada atividade presente na rede. Após esse detalhamento podemos visualizar o índice de comprometimento.

O DR atua em prontidão contra Ransomware

A implantação do DR arquiteta um grupo de agentes técnicos, preparados para analisar links suspeitos, vetar aplicativos não licenciados, bloquear acessos incomuns e recuperar dados ou sistemas violados.

A recuperação que o DR promove, seja em estações de serviços ou aparelhos simultâneos, protege a organização de múltiplos impactos e detecta um potencial de ransomware antes mesmo dele infectar amplamente os arquivos.

Na ocorrência de desastres, ransomware e outras ameaças, o DR aciona seu protocolo de segurança para atuar em pontos específicos ou em toda estação prejudicada. Sua tática é direcionada aos itens afetados, priorizando corrigir dispositivos, tratar dados adulterados e recuperar por inteiro sistemas afetados.

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